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Atenção · Sinais de alerta

Aprenda a enxergar o que muitas vezes não é dito

A maioria das crianças que sofrem violência sexual não verbaliza o que aconteceu. O corpo e o comportamento, no entanto, falam. Reconhecer os sinais é proteger.

Comportamentos de alerta

Sinais que merecem sua atenção

Nenhum sinal isolado é prova de violência, mas a combinação de comportamentos persistentes deve ser observada com cuidado. Em caso de suspeita, busque orientação.

Mudanças bruscas de comportamento

Alterações repentinas de humor, agressividade ou apatia sem causa aparente.

Medos incomuns

Medo excessivo de uma pessoa específica, de lugares ou de ficar sozinho.

Isolamento

Afastamento de amigos, familiares e atividades que antes gostava.

Queda no rendimento escolar

Dificuldade súbita de concentração, faltas e queda nas notas.

Ansiedade

Inquietação, dores de cabeça e de estômago recorrentes sem causa médica.

Tristeza excessiva

Choro frequente, desânimo persistente e sintomas depressivos.

Comportamentos regressivos

Voltar a fazer xixi na cama, chupar dedo ou falar como bebê após já ter superado.

Segredos e silêncio

Demonstra ter um segredo importante envolvendo um adulto e demonstra culpa ou vergonha.

Conhecimento sexual incompatível

Demonstra conhecimento ou comportamento sexual além do esperado para a idade.

Perguntas frequentes

Meu filho apresentou um desses sinais. É certeza que algo grave aconteceu?

Não. Sinais de ansiedade, mudanças de humor ou queda de rendimento escolar podem ter diversas causas, como bullying, mudança de escola ou conflitos familiares. O importante é não ignorar a mudança, oferecer um ambiente de escuta e buscar apoio para investigar a raiz do problema.

E se a criança negar ou ficar calada ao ser perguntada?

Nunca force a criança a falar nem realize interrogatórios. O medo e as ameaças do agressor muitas vezes impõem o silêncio. Deixe claro que ela está segura e que você acredita nela. Procure profissionais (psicólogos, Conselho Tutelar) capacitados para a escuta protegida.

A criança apontou alguém da família ou pessoa próxima. Devo acreditar?

Sim. A grande maioria dos casos de abuso ocorre dentro do círculo de confiança da criança. Desacreditar a vítima para proteger um adulto ou a imagem da família a deixa ainda mais vulnerável. Acolha o relato e busque ajuda da rede de proteção.

Identificou um ou mais sinais?

Não espere ter certeza. A denúncia é anônima e quem investiga é a autoridade competente.