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Para escolas e educadores

A escola é a primeira porta de proteção

Professores, gestores e profissionais da educação têm papel central — e obrigação legal — na identificação e notificação de casos de violência.

1. Identificar

Observe mudanças bruscas: queda no rendimento, isolamento, regressão, comportamento sexualizado para a idade, marcas físicas, medo de adultos específicos.

2. Acolher

Garanta um ambiente seguro, acredite na criança, não a interrogue nem revitimize. Registre apenas o relato espontâneo, com data e hora.

3. Comunicar

Comunique imediatamente a direção e o Conselho Tutelar. O ECA, art. 245, obriga a notificação por profissionais da educação — a omissão é infração administrativa.

4. Acompanhar

Mantenha a criança em rede protetiva: psicossocial, saúde e família ampliada quando possível. Articule com CREAS e Ministério Público.

Escuta protegida — Lei 13.431/2017

Escutar uma vez para não revitimizar

A Lei nº 13.431/2017 estabelece a escuta especializada (acolhimento por profissional preparado, sem repetição do relato) e o depoimento especial (procedimento judicial em sala adequada, com profissional capacitado).

Na escola, o papel é acolher e registrar o que foi dito espontaneamente — sem perguntas indutivas, sem confrontar o suposto agressor. A apuração é da Polícia e do Ministério Público.