1. Identificar
Observe mudanças bruscas: queda no rendimento, isolamento, regressão, comportamento sexualizado para a idade, marcas físicas, medo de adultos específicos.
Professores, gestores e profissionais da educação têm papel central — e obrigação legal — na identificação e notificação de casos de violência.
Observe mudanças bruscas: queda no rendimento, isolamento, regressão, comportamento sexualizado para a idade, marcas físicas, medo de adultos específicos.
Garanta um ambiente seguro, acredite na criança, não a interrogue nem revitimize. Registre apenas o relato espontâneo, com data e hora.
Comunique imediatamente a direção e o Conselho Tutelar. O ECA, art. 245, obriga a notificação por profissionais da educação — a omissão é infração administrativa.
Mantenha a criança em rede protetiva: psicossocial, saúde e família ampliada quando possível. Articule com CREAS e Ministério Público.
A Lei nº 13.431/2017 estabelece a escuta especializada (acolhimento por profissional preparado, sem repetição do relato) e o depoimento especial (procedimento judicial em sala adequada, com profissional capacitado).
Na escola, o papel é acolher e registrar o que foi dito espontaneamente — sem perguntas indutivas, sem confrontar o suposto agressor. A apuração é da Polícia e do Ministério Público.