Caso Felca — vídeo "Adultização" e a criação do ECA Digital
O influenciador Felipe Bressanim Pereira (Felca) publicou em agosto de 2025 um vídeo-denúncia de mais de 50 minutos expondo a adultização e a exploração de crianças nas redes sociais.
Acontecimento
18 de outubro de 2022
Publicação
06 de agosto de 2025

O vídeo que parou o Brasil
Em 6 de agosto de 2025, o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou no YouTube um vídeo-denúncia de mais de 50 minutos intitulado "Adultização". O conteúdo expôs uma rede de perfis e práticas que sexualizam crianças e adolescentes em redes sociais — incluindo monetização indevida, comentários predatórios e o uso de filhos pequenos como instrumento de tráfego para canais adultos.
Em poucos dias, o vídeo ultrapassou 40 milhões de visualizações, provocou a derrubada de canais investigados e gerou reação imediata do Congresso Nacional, do Ministério Público e de plataformas digitais.
Reação institucional
O Projeto de Lei nº 2.628/2022, que dormia há quase três anos, foi pautado em regime de urgência. A Câmara aprovou o texto em 20 de agosto de 2025, o Senado em 27 de agosto e o presidente sancionou em 17 de setembro como a Lei nº 15.211/2025, batizada popularmente de "ECA Digital" ou "Lei Felca".
O que mudou com a Lei
- Plataformas digitais devem adotar mecanismos de verificação de idade e moderação ativa de conteúdo que sexualize crianças.
- Remoção em até 24 horas após denúncia fundamentada.
- Responsabilização civil de plataformas por monetização indevida.
- Proibição de publicidade direcionada a crianças com base em perfilamento.
Cronologia do caso
Navegue pelos marcos cronológicos — clique em um ponto ou role horizontalmente.
Ação imediata
Como agir agora
Em situações de suspeita ou risco, siga o passo a passo abaixo. A denúncia é anônima, gratuita e funciona 24 horas por dia.
- 1
Acolha sem julgar
Escute com calma, valide os sentimentos da criança ou adolescente e garanta que ela está em local seguro.
- 2
Registre o que sabe
Anote datas, locais, pessoas envolvidas e qualquer evidência (mensagens, prints, áudios) — sem expor a vítima.
- 3
Denuncie pelos canais oficiais
Ligue para o Disque 100 (24h, anônimo e gratuito). Em risco imediato, ligue 190. Procure também a Polícia Civil.
- 4
Encaminhe para a rede de proteção
Acione o Conselho Tutelar do município, CREAS ou Delegacia da Criança e do Adolescente mais próxima.
Como denunciar
Em risco imediato, ligue 190. Para denúncias, o Disque 100 é gratuito, anônimo e funciona 24 horas, 7 dias por semana, em todo o Brasil.
O que informar na denúncia
Você não precisa ter todos os dados. Informe o que souber — o atendimento orienta o restante.
- Nome e idade da criança ou adolescente (se souber)
- Endereço completo ou ponto de referência do local
- Descrição objetiva do que está acontecendo
- Quando e há quanto tempo a situação ocorre
- Nome do suspeito e relação com a vítima (se souber)
- Existência de testemunhas ou outras crianças no local
- Telefone para retorno (opcional — pode ser anônimo)
- Qualquer registro: print, foto, áudio ou documento
A denúncia pode ser anônima. Manter o sigilo é direito do denunciante e está previsto em lei.