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Casos
Caso realHistórico

Caso Araceli — origem do Maio Laranja

Araceli Crespo, 8 anos, foi sequestrada, abusada e assassinada em Vitória (ES) em 18 de maio de 1973. O crime tornou-se símbolo da luta contra a violência sexual infantil no Brasil.

Equipe Infância Protegida
1 min de leitura

Acontecimento

18 de maio de 1973

Publicação

18 de maio de 1973

Como denunciar
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O crime

Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de apenas 8 anos, foi sequestrada na saída do colégio em Vitória (ES). Seu corpo foi encontrado seis dias depois, desfigurado por ácido, em um terreno baldio. A perícia constatou abuso sexual.

A impunidade

Apesar de cinco pessoas terem sido apontadas como envolvidas — todas oriundas de famílias influentes da capital capixaba — o processo foi sucessivamente arquivado, reaberto e prescrito. Ninguém foi punido criminalmente. O caso virou sinônimo, no Brasil, de impunidade em crimes contra crianças.

Legado

Em 2000, a Lei nº 9.970 instituiu o 18 de maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data deu origem à campanha nacional Maio Laranja, hoje mobilizada por escolas, igrejas, poderes públicos e organizações da sociedade civil em todo o país.

Cronologia do caso

Navegue pelos marcos cronológicos — clique em um ponto ou role horizontalmente.

18 de mai. de 19731 / 617 de mai. de 2000

Ação imediata

Como agir agora

Em situações de suspeita ou risco, siga o passo a passo abaixo. A denúncia é anônima, gratuita e funciona 24 horas por dia.

  1. 1

    Acolha sem julgar

    Escute com calma, valide os sentimentos da criança ou adolescente e garanta que ela está em local seguro.

  2. 2

    Registre o que sabe

    Anote datas, locais, pessoas envolvidas e qualquer evidência (mensagens, prints, áudios) — sem expor a vítima.

  3. 3

    Denuncie pelos canais oficiais

    Ligue para o Disque 100 (24h, anônimo e gratuito). Em risco imediato, ligue 190. Procure também a Polícia Civil.

  4. 4

    Encaminhe para a rede de proteção

    Acione o Conselho Tutelar do município, CREAS ou Delegacia da Criança e do Adolescente mais próxima.

O que informar na denúncia

Você não precisa ter todos os dados. Informe o que souber — o atendimento orienta o restante.

  • Nome e idade da criança ou adolescente (se souber)
  • Endereço completo ou ponto de referência do local
  • Descrição objetiva do que está acontecendo
  • Quando e há quanto tempo a situação ocorre
  • Nome do suspeito e relação com a vítima (se souber)
  • Existência de testemunhas ou outras crianças no local
  • Telefone para retorno (opcional — pode ser anônimo)
  • Qualquer registro: print, foto, áudio ou documento

A denúncia pode ser anônima. Manter o sigilo é direito do denunciante e está previsto em lei.

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